A localização deste sector urbano, diretamente ligado ao Tibre e ao porto fluvial, levou ao desenvolvimento de um distrito de armazéns a partir da época Republicana: estes foram inicialmente construídos apenas na área a sul do Decúmano, pois na área a norte da estrada, utilizada para carga e descarga de mercadorias, na época não se podia construir, como atestam os cipos de Caninius. A partir do início da época imperial, foram construídos grandes complexos de armazéns também na área a norte do Decúmano, como parte de um planeamento urbano mais amplo que incluía também a construção de edifícios públicos como a Caserma dei Vigili (Quartel de Polícia), termas casas particulares, que davam para a rua com pórticos monumentais. Numerosos armazéns podem também ser encontrados nos outros bairros da cidade, especialmente na zona limítrofe do Tibre, inseridos num tecido urbano que também foi diversificado do ponto de vista funcional.
Planimetria dos bairros próximos do rio após as escavações de época pontifícia (L. Canina, 1830)
Cenas de carregamento e medição do trigo no afresco do navio Isis Geminiana, proveniente da Necrópole Laurentina (Museus do Vaticano, inv. 79638 - foto Museus do Vaticano)